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Cientista americano cria bactéria artificial

Uma publicação da revista Science anunciou através de um artigo científico que um pesquisador americano (Venter) e sua equipe foram capazes de criar um DNA baseado no código genético de uma espécie de bactéria diferente daquela em que foi inserido. Surpreendentemente não houve rejeição e a bactéria ¨sintética¨ se multiplicou um bilhão de vezes antes da colônia congelada. A célula sintética é o primeiro grande avanço de um novo campo chamado biologia sintética. Muitas pessoas consideram que a partir de agora o homem tornou-se capaz de criar a vida, ou seja, estaria brincando de ser Deus. Na verdade devemos considerar que Venter e sua equipe tiveram a capacidade de modificar o genoma, o programa que controla a vida. Ele não criou a vida. Talvez seja melhor pensar que ele conseguiu assumir parte do controle da vida, o que sem dúvida alguma já é um feito maravilhoso. O trabalho de Venter mostra que um genoma pode ser fabricado e transplantado de uma bactéria para outra. Pode-se considerar que tal avanço é um passo importante para possibilidade de um dia ocorrer a criação da vida em laboratório. Devemos estar atentos as discussões dos aspectos éticos referentes a esta pesquisa. Por exemplo, será que alguém pode deter os direitos sobre um organismo vivo? E se um organismo sintético escapar de um laboratório e contaminar o meio ambiente? Ressalta-se que tais dilemas fazem parte da vida de pesquisadores desde a década de 70, quando conseguiram alterar pela primeira vez seqüências de DNA. Portanto, não é apenas o cidadão comum que tem medo do que possa acontecer. Embora exista toda a preocupação decorrente dos avanços da biologia molecular, não podemos desconsiderar as possíveis contribuições destas descobertas. Por exemplo, a construção de micróbios projetados para expandir a produção de biocombustível, extraindo o máximo de álcool de cada célula de cana-de-açúcar. Ou de bactérias capazes de consumir manchas de petróleo. Aplicada à medicina, a criação de formas sintéticas de vida poderia levar à erradicação de doenças causadas por bactérias, como a tuberculose, a lepra, a coqueluche, o tétano, a leptospirose, a sífilis e a meningite. Enfim, é inegável os possíveis benefícios que poderão surgir a partir deste feito fantástico, porém é importante que todo o processo seja rigorosamente controlado pelos cientistas, órgãos governamentais e claro, a comunidade em geral.